Em um sábado, a KMS daqui, em um estádio cujo nome descreve o sentimento de muitos ao se deparar com a realidade de cada batalha enfrentada, entrou em campo a Macaca, carregando a marca de cinco vitórias seguidas sob o comando do novo treineiro — sendo duas no quadrangular final. Seguia embalada e confiante, caminhando com respeito ao objetivo final: fugir do calvário e respirar dias melhores.
Em uma semana em que o extracampo foi forçado, o autor entrou em campo apático, em um marasmo, com um primeiro tempo calmo, sem muita aparição de ambos os lados, mas com um diferencial: a eficiência adversária foi notada e transformada em resultado. Um ataque trabalhado, iniciado pela lateral direita: Pacheco levou a pelota, avançou beirando a linha que delimita seu espaço até chegar à entrada da área adversária. Ali, tocou e serviu quem conhece o caminho das redes: Jonas Toro, que dominou e, na sequência, finalizou para se tornar o vice-artilheiro da Série C. Com isso, a Macaca só vibrou.
O restante do primeiro tempo, nada aconteceu, nada mudou. Foi um jogo em que pouco se criou. O torcedor alvinegro não se preocupou, assim como o torcedor mandante, que também não se empolgou. A bola fez o papel dela e rolou até o apito que finalizou a primeira etapa.
Após o descanso, voltaram ambas as equipes à cancha de disputa pela redonda, que fez jus: houve muita disputa e nada de criação. De um lado, via-se um time ciente de onde chegou, e só armou a equipe para que não mudasse o enredo. Do outro lado, desesperado e já com medo, só tentou, mas nada criou. O arqueiro de Campinas poderia narrar esse duelo, mas, nos acréscimos, se fez presente com uma defesa que salvou. Então, descrevo aqui o que aconteceu na capital de Pernambuco.
O jogo acabou com o placar mínimo a favor da Macaca, mas a ambição máxima está cada vez mais próxima de se concretizar. Até no jogo da volta, com o treinador adversário, pode acontecer um déjà-vu e se ver ali o acesso em terras majestosas.




